sexta-feira, 17 de agosto de 2012

UM DIA SEM VOCE

  
Quisera um dia
estar sem você.
  
Coração livre,
braços soltos,
viver um pouco da vida.
  
Quisera um dia
que você me expulsasse,
que me deixasse viver sem você.
  
Com você não vivo,
me sinto inerte,
me mato aos poucos,
 sem ter você.
  
Então você volta,
(um século depois)
me tortura,
me procura, me acha...
  
Pega minhas mãos,
 minhas mãos leves,
as levas nos vãos...
(esses da vida, alma ferida
por mais que quis, não tive você).
    
Quisera, um dia,
estar sem você,
me sentir sem você.
 
Mãos nos vãos,
me pegam seus braços,
me jogam aos chãos,
(chãos... dias vãos, ainda lhe quero)
por mais que sinta,
por mais que minta,
eu tenho você.
  
Você me acha, me pega,
me despedaça,
trágica sorte, um século depois,
me traz a morte...
  
A morte vem aos poucos,
me consumindo,
me levando cada vez mais pra longe,
(quem sabe ao certo, me leve pra perto,
peito aberto, pra dentro de você).
  
Assim me vejo,
 doce desejo, intenso,
viver sem você.
 
to be continu(ed)
  
13/08/2012
17/o8/2012.


Ao amor que sempre tive,
amor que sempre vive,
e morre no coração...


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