Se canto à ti, oh! lua,
em breve te escondes.
Se canto à ti, oh! sol,
tu foges e não respondes.
Onde está, do pássaro, o cantar?
Porque não entoa melodia sensata?
Do mundo, já não ouço o murmurar,
e me põe em terra, essa solidão ingrata.
Sim, lua, também tu, oh! sol,
porque te escondes? Porque foges?
Sei que não tenho voz de rouxinol,
nem entonação como a do grande "Georges".
Tu podes te esconder, lua,
minha voz não te alcança, eu sei.
Porem, creia, minha alma é tua,
teu explendor, é tudo que amei.
Tu, sol, podes fugir, a noite vem,
fujas com a lua, eu te perdoarei,
não adianta possuir um bem,
pois feliz, sei que nunca serei.
tioed (1971)
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