segunda-feira, 9 de julho de 2012

BOÊMIO


Do vento que outrora soprou de leve,
de uma vida cruel e cheia de ilusões,
de um olhar ou de uma palavra incerta,
da luta muda entre dois corações.

... da rosa murcha que, de leve, cai,
e fica solta a vagar ao vento,
do boêmio triste na madrugada,
que quieto, vai e vem num só momento...

...de um demorado olhar, meigo e tristonho,
do sol que, no horizonte, desperta pálido,
da aurora que, por vezes, vi em sonho...

da lágrima trêmula, do olhar cândido,
e do cabelo que se prende em monho,
Poderá, um dia, nascer um amor sórdido.

tioed (década de 70)

63


Nenhum comentário:

Postar um comentário