terça-feira, 24 de julho de 2012

MINUTO DE POESIA


Se em meu minuto de tristeza,
não me viesse à mente uma poesia,
após ter passado, viria a incerteza.
e eu não viveria com tanta alegria.

Teria a incerteza de um amor puro,
e, desse algo que trago em meu peito,
seria um coração, como pedra, duro?
Ou apenas um órgão manhoso, e sem jeito?

Não! ainda não o saberia,
nem traria no peito esta saudade,
esta saudade que tanto me angustia.

Talvez, quem sabe, eu não viveria,
se um dia, mesmo sem maldade,
não pensasse em você, no meu minuto de poesia.

tioed (década de 1970)

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FELIZES AGORA


Eu já sei bem o que trago em meu peito,
não é um orgão manhoso e sem jeito,
nem um coração, como pedra, duro,
mas um coração pleno de amor puro.

E já sei bem o que pra sempre quero,
quero só teu amor, puro e sincero;
e quero ter em mim, a tua alma nua,
e ouvir teus lábios dizendo: "sou tua".

Haverás de dizer, pois sei que me amas,
sentiremos, amor, acesas chamas,
chamas que nos trarão felicidades;

que farão esquecer, de um dia, a saudades
que nos atormentavam a toda hora.
Amor! Seremos felizes agora.

tioed (década de 1970)

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terça-feira, 10 de julho de 2012

NÃO TENHO VOCE

Olho, porem nada vejo...
Ouço, porem nada entendo...
Falo, mas não entendem o que digo...

Estou no mundo, mas não vivo...
Clamo às multidões! Não me ouvem...
(ouço um sim, perdido no mundo, perdido na vida)
Você é meus olhos,
meus ouvidos,
minha fala,
minha vida.

(não tenho você)

Tenho um pouco de nada
tudo que me resta,
o pouco do mundo...

me falta você...

tioed 1972

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CABELOS NEGROS


Tu, mulher de longos cabelos negros,
não mereces sequer os meus carinhos,
fizestes marcas deveras profundas,
no difícil trilhar dos meus caminhos.

Mas, como não mereces os meus carinhos?
(disse mal, mereço ser perdoado?)
Esqueças esta frase, estou mui triste
porque te amo, e, por ti não sou amado.

Queria ter-te feliz ao meu lado,
acariciar de leve tua cútis,
poder te abraçar e deixar de sofrer.

E, desfazendo tua trança índia,
num longo e demorado beijo, feliz,
e, repleto de amor, desfalecer.

tioed (1972)

57

MORREREI


Tenho que te esquecer,
não quero, mas tenho...
sei que sem ti não vivo
e, que jamais a viver eu venho...

Transformarei em realidade
um sonho de muitas eras,
no qual eu corto os mares,
levado por lindas galeras.

Serão lindas? O céu azul?
E os mares, serão verdes?
Não sei, talvez sejam...
por certo estou entre paredes.

As paredes se fecharão,
o  mundo deixará de sorrir,
não terei você, e, de mãos postas
haverei de deixar de existir...

tioed (1974)

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

"VOU PARA LONGE DE TI, CARPIR SAUDADES"


Sim, eu vou...
e não mais me prenderei com elos,
elos de esperanças que tenho às mãos,
 mãos que fazem meus caminhos
 transponíveis e belos.

Não mais ultrapassarei as barreiras,
viverei só, sem ilusão nem argumento,
tentarei me apegar ao passado,
juro! Não te esquecerei um só momento.

"Vou pra longe de ti, cumprir a sina...",
a triste sina de uma vida desesperançada;
terei a ti no coração, gestos e alma,
no pensamento, lembranças de uma felicidade
                          malograda.
tioed (1972)
À minha amiga Eunice Viveiros, em  resposta à poesia com que ela me presenteou,
nos meados do ano de 72.

O PÁSSARO E A ROSA


É necessário que destruam a rosa!
Esta rosa  não faz parte do meu jardim,
rosa esta, que nas noites tristes,
sozinho e ansioso eu aguardo.
Rosa que ao me ver se despetala,
e se vai com as estrelas da madrugada.
  
Se o pássaro cheirar a rosa,
seus sonhos e ilusões,
que se baseiam em lindas galeras
deslizando no azul do oceano,
desfar-se-ão,
e, haverá outro mundo,
outras coisas, não outros lugares...
     
O pássaro com a rosa,
talvez até sejam felizes!
Outras coisas, não outros lugares...
  
É necessário que destruam a rosa,
e, se preciso for, que destruam o pássaro,
sim, destruam o pássaro,
não a rosa,
ela é feliz!...
Destruam o pássaro!...

tioed (década de 70)

60

HOJE EU A QUERIA COMIGO


Principalmente hoje!
Te esperei por mais uma vez,
logo hoje que daria tudo...
daria tudo para ter-te comigo.

Procurei ouvir, no silêncio, os seus passos,
qual! Apenas o som surdo e o sussurro
de vozes, ao longo do corredor,
se fez ouvir, nesta triste e negra noite.

A lua, lá no céu, com todas as estrelas,
sorriram da minha solidão.
Eu não me amei, não sorri, só chorei,
chorei como choro, ainda, com a alma ferida.

E, terminei por sorrir da lua,
pois não haverá o dia que ela, com seu orgulho,
Se encontrará com as estrelas,
com o sol, flertará durante os eclipses.

Mas meu sorriso foi em vão,
não tive você... hoje não...
e hoje, eu queria comigo.

tioed (década de 70)

61


EU NÃO QUERIA SE UMA ROSA


Sei que regarias minha roseira todas manhãs,
e olharias sempre, pra ver nascido o meu botão,
sorririas ao despontar
do meu primeiro rubor de pétalas,
mas, eu não queria ser uma rosa.

Ficaria orgulhoso e me sentiria feliz,
ao ver-te olhando para mim, sem ligar
para os meus espinhos
e, ao te sentir me aspirando, empalideceria,
talvez nem pudesses conter o pulsar
do teu coração.

Então, já grande, sentir-me ia abraçado
pelos teus frágeis e trêmulos dedos,
e, com um simples e pequeno esfôrço,
me separarias do colo materno.

Mas, eu não queria ser uma rosa!
não queria, porque, após ter beijado tuas mãos,
após ter enfeitado teus cabelos,
me desfolharias, num único e breve
bem-me-quer..

tioed (década de 70)

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BOÊMIO


Do vento que outrora soprou de leve,
de uma vida cruel e cheia de ilusões,
de um olhar ou de uma palavra incerta,
da luta muda entre dois corações.

... da rosa murcha que, de leve, cai,
e fica solta a vagar ao vento,
do boêmio triste na madrugada,
que quieto, vai e vem num só momento...

...de um demorado olhar, meigo e tristonho,
do sol que, no horizonte, desperta pálido,
da aurora que, por vezes, vi em sonho...

da lágrima trêmula, do olhar cândido,
e do cabelo que se prende em monho,
Poderá, um dia, nascer um amor sórdido.

tioed (década de 70)

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ADEUS


Às vezes tento enganar-me,
procuro sorrir e esquecer o passado,
porem não consigo e volto ao meu mundo
tentando consolar meu coração maltratado.

Por um momento, me senti feliz,
oh! o ontem da minha vida...
se ele não existisse
hoje não teria a alma ferida.

Fui feliz, falei e ouvi a sua voz,
era meiga,suave, fascinante...
No fim da noite, ouvi seus passos que se iam,
se afastavam de mim à cada instante.

No ontem da minha vida,
ouvi seus passos que se iam...
Só agora sei que um adeus,
suas meigas palavras traziam.

tioed (década de 70)

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CONSOLO


Não choro se o mundo nos separa,
e fazes a outro alguem feliz.
(será que ambos são felizes?).
Não choro, foi o destino que assim quis.

Não choro, agora, por não tê-la comigo,
nem odeio à quem, por sorte, te possui,
talvez ele não saiba que me rouba
o amor, a paz, enfim, a vida toda.

Não choro, agora, porque sei
que um dia, quando não mais vivermos,
haverá um Pai, um Deus supremo,
que haverá de dizer: - "Leva-a, ela é tua".

Digo que não choro, porem minto,
lágrimas umedecem meus olhos tristes,
como não haveria  de chorar, se te amo,
e, pelo destino, de mim tu fugistes?

tioed década 70

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sábado, 7 de julho de 2012

NADA NAS MÃOS

Mãos vadias,
mãos vazias,
mãos que buscam...

buscam em vão pelas suas,
pelas ruas,
mãos nuas...

Hoje, nada nas mãos,
dedos trêmulos vagam por aí,
vão por aí,
em busca de ti.

Pouco nas mãos,
passes mágicos,
às vezes trágicos...
 
 
meu corpo para, em vezes raras,
em busca de ti.

Gotas de sangue...
Achei um espinho,
mãos vazias, buscam carinhos,
procuram caminhos que levem a ti.

E, tu não te vês,
tu não te achas,
 às vezes agachas, pra se esconder...
 
 
Minhas mãos nuas,
sem verso, sem prosa,
todas rasgadas,
procuram a rosa...

tioed  07/07/2012

(eternamente... você)




sexta-feira, 6 de julho de 2012

A PATRIA ACIMA DA FAMILIA?


Oh! Pátria, que sempre em odes cantei!
Oh! Pátria, lar que sempre tanto amei!
Agora, em uma esquina me puseram,
e, um só caminho eu tenho dos que deram.

Estareis, Pátria, acima da família?
Sereis o que acima de tudo brilha?
Oh! Pátria, que sempre em odes cantei,
perdoai-me pelo que ora direi...

Direi que não sois vós quem mais brilha,
maior importância eu dou à família,
e, direi que não sois vos quem mais brilha.

À família as glórias vou conceder,
sem as famílias que eu vejo nascer,
quem, oh! Pátria vos iria defender?

                  tioed 04/05/73




quarta-feira, 4 de julho de 2012

ALGO PURO


Eu queria algo puro,
algo que brilhasse como o radiante sol,
e me trouxesse a candura do lírio do campo,
algo que  tivesse a alegria do sorriso da virgem,
e uma beleza pura, como a de Paulina Bonaparte.

Queria algo diferente,
não simplesmente alguem sorrindo ou cantando,
mas, alguem que soubesse sorrir, cantar e encantar
alguem que me desse um amor de Julieta...

(mais uma vez, tive você em minha mente)

 
tioed (70)

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UM VERSO POR DIA


Farei para ti, um verso por dia,
estando triste, ou repleto de alegria.
Mas hei de fazer, pois assim,
afastarei a melancolia de mim.

Mas, eu não faço versos, não,
quem os faz, é meu coração,
assim sendo, tu fazes os versos, não eu,
sim, pois meu coração é só teu.

Por mim, farás um verso por dia,
estando triste ou repleta de alegria,
passarei tudo que vivi, à cada instante,
assim, será nossa vida sempre uma constante.

Constante de amor, alegria, felicidades...
Juntos, jamais sentiremos saudades,
esta, que agora nos maltrata,
esta, que este grande amor relata.

tioed (década de 70)

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MELANCOLIA


Alguem me disse para  invocar um deus,
um deus que tirasse melancolia,
e, eu aqui, de pensamentos ateus,
inventei a deusa da alegria.

De iniciais, tirei seu nome.
Haali, haveria de se chamar.
"H" de harmonia, cuja falta me consome, 
"A" de amor, "A" de alegria, à proclamar.

Um "L" de louvor, pois que merecia,
esta deusa, feita de mim, para mim,
esta deusa, que feliz nascia ,
Só sorriria, e,bradaria forte  como clarim,
para longe haveria de levar a melancolia,
Haali, com "I" de inspiração em mim.

tioed (década de 70)

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HAALI

Haali, não me abandone,
Haali, fique comigo,
se fores, a tortura me consome,
volte e me faça abrigo.

Já me basta a solidão,
e a poesia que inicío,
ou esta tristeza infinda,
e no peito, um coração vazio.

Não Haali, não se vá,
preciso de ti, para a alegria.
Volte e me faça abrigo,
que não me destrua
a melancolia.

Obrigado! Eu te agradeço!
Já me sinto feliz...
Obrigada deusa Haali,
senhora que para mim fiz.

tioed (década de 60)

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NÃO ENCONTREI


Senti um corpo perto do meu
e braços que me abraçavam.
Senti que respiravam, suspiravam,
e, que agora estavam mais perto.

Mas não era você...
Não era sua mão,
que, trêmula,
 passava pelo meu pescoço,
não eram seus lábios
que suspiravam.

Ia e vinha pelos caminhos da vida,
mas, não a encontrei,
nem nas trevas,
nem nas luzes,
porem senti
que estavas ali,
não em corpo e alma,
mas, em pensamento!

tioed (década de 60)

70





MINHA VIDA


Adeus terra,
terra amada onde nasci.
Hoje me despeço do mundo,
pois meu coração se partiu.

Mesmo quando
no auge do meu amor,
procurei que outros braços
me dessem seu calor.

Procure calor em outra boca,
talvez impura.
Sentí o fulgor de outro corpo,´
à queimar o meu.

Amor, eu não queria
que soubesses  que assim  seria,
procurei me ocultar,
porem, foi em vão.

Senti que lançastes
sobre o meu traiçoeiro corpo,
com os olhos, outrora suaves,
um olhar de tristeza
e de desprezo.

tioed (década de 60)

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SEM INSPIRAÇÃO


Sem inspiração estou
até para esta poesia,
não fosse por esperança,
há muito que não vivia.

Mas ela, aos poucos se apaga,
a saudade aumenta em mim.
Oh! vida da minha vida,
muda minha sina,
venha, bela morena,
fica junto de mim.

Meu coração é só seu,
no peito, de um lado para o outro
é jogado,
Se um dia ainda o quiser, venha...
venha que o entregarei,
mesmo que despedaçado.

tioed (década de 60)



SEM VOCÊ MEU SER SE DESFAZ



É a rosa que despetala,
 a chuva que se vai,
o sol que não vem,
é língua que não fala.

É a fonte que  seca,
estrela que não brilha
sol que não aquece,
é lagrima seca.

É o nariz que não respira,
vento que não sopra,
barco que naufraga,
é o carrossel que não gira.

São lábios tristonhos,
boca que não suspira,
jardim sem flores,
olhos fechados
vendo amargos sonhos.

É saudade roaz,
você que se vai novamente,
meu coração que para,
é meu ser que se desfaz.

tioed (década de 60)

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terça-feira, 3 de julho de 2012

SEM VOCÊ



Assim como é o fogo na selva,
ardendo, queimando as árvores,
devastando árvores e matando animais.

Assim como é o navio que naufraga,
 deixando marujos desabrigados,
e, levando consigo o comandante.

Assim como é o vulcão em erupção,
arrasando, transformando a terra,
destruindo cidades,
ceifando vidas.

Assim como a gaivota,
que voou alem do horizonte,
por sobre o mar,
cansada, não consegue voltar...

Assim como é o raio solar,
que sem encontrar um corpo para iluminar,
se perde na imensidão do espaço.

Assim como é um corpo que se move,
porem não tem cérebro, nem coração,
portanto, sem sentimentos.

Assim como é a rosa sem receptáculo,
toda despedaçada e sem vida,

sou eu no mundo,
sem você.


tioed (década de 60)


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VOCÊ



Você  dia,
você  manhã,
você  tarde,
você  chuva,
você  sol,
você  céu,
você  inverno,
você  verão,
você  estrela,
você  luz,
você  calor,
você  lua,
você  sorriso,
você  olhos,
você  alegria,
você  tristeza,
você  meiguice,
você   anjo,
você  mulher,
você  fantasia,
você  pensamento,
você  ódio,
você  amor,
você  paixão,
você  se apoderou de mim,
          e faz da minha vida,
          um sonho,,,



tioed


 (década de 60)


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ESPERANÇA OCULTA

E...
A agonia o o êxtase em que me vejo,
exprimem a ilusão que me foi frustrada.
Quando pensei que fosse abraçar o mundo
e assim viver feliz,
fui abraçado por ele, e, chorei.
Quando pensei que o sol brilhasse para mim,
ele se apagou, e fiquei nas trevas.

Pensando estar acordado,
à espera da primavera,
adormecia profundamente
e não a vi.

Agora, me encontro sozinho
no meio da multidão.
Se me dizem uma palavra de carinho,
finjo não ouvir.

No meu coração,
que bate descontrolado,
existe apenas uma migalha de esperança,
que tende a diminuir, à cada dia.

Porem, nem mesmo por um segundo,
posso estar tranquilo,
tento esconder essa esperança,
no fundo do coração,
pois se a descobrirem,
venham a frustrá-la, também,
e, matem o que resta do meu ser.


Tioed (década 60)


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NÃO PADEÇAS

Vi tristeza em seus olhos!
Não queria te ver assim...
não deveria, para isso não há motivo!
Na vida, nada há mais belo que o amor.

Tu amas e és amada, sabes disto...
Sabes, e por saberes, temes perder o amor.

Não temas! Quando duas pessoas se amam,
jamais se separam, haja o que houver.

Tu amas e é amada,
não padeças, pois para isto,
não há motivo.


tioed (década 60)


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VIDAS

Como a rosa que nasce,
esplendorosa em seu botão,
que cresce, perfuma e agrada,
mas, amanhã vai ao chão...

É a vida do ser que luta
dia a dia por seu pão,
e, após ter conseguido,
fome já não tem, não.

E, com ele por entre os dedos,
vai andando sem parar,
entregando-o à outra vida,
para que esta, lhe venha ajudar.
Porem, os dois cansados,
um dia, sem nada poder fazer,
vêem que este pão, se lhes escapa,
vindo ambos a morrer.

tioed (década 60)


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NOSSA VIDA

Passaram-se dias, passaram-se anos!
Sempre tive você ao meu lado,
compartilhando de minhas alegrias,
fazendo planos para nosso futuro,
recordando nosso passado...

Passaram-se anos e ainda sinto com fulgor,
o que senti ao receber o seu primeiro beijo.
Ainda hoje, com a mesma ansiedade a espero,
e, a vejo na rua, de mim cada vez mais perto.
Mais uma vez, vem satisfazer meu desejo...

Meus lábios se unem aos seus,
vejo minha vida, assim resumida.
Querida, chega-te mais... e mais...
Que eu me sinta em ti, e tu em mim.
Faze como neste momento, toda nossa vida.

tioed (década de 60)

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