sábado, 3 de agosto de 2013

A FOME, A SEDE, A FALTA

Hoje eu poderia estar sem você...
   
Mesmo assim, meu peito marcado
coração parado,
sentia a presença,
esta doença,
está em mim...
   
Se deito,
não me ajeito,
dentro do peito,
tenho você...

Não me maltrate, não faça assim...
dentro de mim,
marcado, encravado,
meu corcovado,
 espera um abraço...
  
Sinto fome,
um grito que não tem nome,
tenho sede,
estou disforme,
tenho falta de mim...
  
Assim me sinto, 
com fome, com sede,
na minha parede,
falta um tijolo,
no meu consolo,
falta você...

tioed (04/08/2013)

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

O DIA SEGUINTE

Quis, a cada dia morrer
quis me matar,
deixar de viver...

Meus dias belos,
marcados aos elos
desta corrente,
por vezes doces,
por outras ausentes...

Ali e aqui,
corpo carente,
no meu presente,
 estava você...
   
Quisera ainda,
 que me deixasse.
que me esquecesse,
(eu poderia)
morrer em mim...
  
Um século,
uma vida,
alma querida,
tempos depois,
sem ser vivida, 
inda quisera estar sem você...


"A morte vem aos poucos,
me consumindo,
me levando cada vez mais pra longe,
(quem sabe ao certo, me leve pra perto,
peito aberto, pra dentro de você)."

O ontem passou como todos os dias
almas vazias, jogadas,
maltratadas...


   "Assim me vejo,
 doce desejo, intenso,
viver sem você."

   Por mais que tente,
os meus esforços,
os meus "não posso"
me trazem você...

Quisera, como quero ainda,
poder por um dia, 
esquecer minha sina,
viver sem você...  
   
tioed (01/08/2013)